domingo, 29 de setembro de 2019

Se não concordas com algo que se passa à tua volta, não contribuas.

Foto por Ângela Antunes. Praia da Vieira/Leiria

Se assistes a comportamentos de outros, a movimentos, a funcionamentos com os quais não concordas ou mesmo condenas, então não contribuas. Talvez desconheças que há formas de participação que não parecem participação mas são!

Não fiques à espera que mudem. 
Não esperes que o funcionamento de uma organização, de um sistema, de comportamentos de pessoas, de maneiras de pensar de outros mude, mesmo que sejam governos ou patrões.

Muda tu! 
''Só tu podes ser a mudança que queres ver no mundo'', já dizia Gandhi.
A mudança começa pelo teu mundo - a tua vida, os teus hábitos, no teu meio ambiente ou até uma tomada de consciência.

Estarás a inspirar outros à tua volta.
Não caias na armadilha da tua mente que te diz para fazer esta ou aquela mudança porque é correto, participar neste ou naquele evento que contribui para mudança para que outros vejam e saibam que fazes e pensas de maneira diferente ou para que quem te rodeia mude de atitude.

Não olhes para o que outros fazem ou deixam de fazer. 
Se o fizeres que seja para te tornares consciente de ti e poderes refletir internamente e fazer as tuas próprias descobertas e tomadas de decisão que realmente  estão de acordo com quem és e beneficiam a tua vida.

Presta atenção ao que fazes, como fazes, como te sentes. Sem críticas ou condenações a ti mesmo/a.
Faz porque te sentes bem contigo.

Deixa que o Universo/Vida/Fonte se encarregue do resto. 

Cada vez que julgas ações de outros estarás a colocar-te numa altura superior ‘’eu sou melhor que eles. Eu não faço isso’’ -  Este tipo de pensamento revela a presença de algo na tua sombra que mostra a existência do oposto daquilo que afirmas (podes trabalhar estes aspetos com o trabalho da sombra - vê onde realizo as sessões).

Ao saberes isto, se te julgares a ti e te condenares, estarás a colocar-te num patamar inferior. Também não é este um processo útil, saudável, amoroso e compassivo. 

Usa esta informação apenas para te tornares consciente de ti e descobrires uma nova abordagem ou maneira de ver e fazer as coisas que te deixe em paz.

Se não concordas, não participes.

Não me estou a referir a ideias pré-concebidas da mente formatada, onde eu acho que estou certa/o e tu errada/o. Se trabalhas com mais pessoas ou vives com mais pessoas, mesmo que não concordes com certos procedimentos, por vezes terás de te adaptar a eles, quando contribuem para o bem coletivo de todos os envolvidos. Podes sempre falar, propôr e chegarem a um ponto em comum - esta foi uma grande lição que a vida me deu nos meus 25 anos de trabalho como agente de viagens - onde me desgastei muito porque acreditava que os meus métodos eram sempre melhores 😄. Hoje sinto-me muito agradecida pelo que aprendi!)
Praia da Vieira de Leiria, Ângela Antunes

Se as Tv's mostram muitas desgraças e sofrimento que vai pelo mundo, muda de canal ou deixa de ver tv. Se possuires uma solução que ajude, pela tua área de especialização, então aproxima-te e ajuda. Nós agradecemos.
    • Há imensos canais que mostram a existência do outro lado: exemplos de sucesso, de bondade, de inter-ajuda, de cooperação, de inovação, de compaixão.
    • Ambas as realidades existem. 
    • Cada vez que colocas o teu foco, atenção, energia no que está mal, que é errado, estás a alimentar o que tens na tua sombra; estás a dar reforço à dor e feridas que terás por sarar (a tua sombra = só é sombra enquanto não examinares à Luz da Consciência) ; de alguma forma talvez sintas que não fazes parte daquilo. Cria uma sensação de um falso alívio.
    • Dar atenção a uma realidade ou a outra talvez influencie a maneira como te sentes, como vives o resto do dia - observa; sente. 

Se condenas as touradas 

Não assistas na tv e não frequentes eventos de artesanato ou mercados biológicos em Praças de touros (enquanto no local se mantiverem as touradas e não for transformado para outros eventos). Eu frequentava mercados destes no Campo Pequeno em Lisboa e sentia-me mal lá dentro. Foi então que fui dentro de mim a refletir e escutar o que cá estava dentro. Foi assim que descobri o que estou a partilhar e deixei de frequentar esses mercados. Há outras opções por aí.


Se condenas a exploração de seres humanos (infantil e adultos)
Será que fazes compras em lojas com preços demasiado baratos?
Se sim, estás a dar OK para continuar a exploração infantil. Estás a dar sinais para o exterior de que participas. Talvez esta ideia ainda não te tenha passado pela cabeça. 

Se costumas comprar em lojas de produtos exageradamente baratos, para que precisas de comprar?
Que necessidades vêm preencher?
Para que precisas de ter mais do que tens? Será que precisas mesmo? 
Sê amoroso/a, verdadeiro/a, compassivo para contigo! Prescinde de condenação ou julgamento a ti mesmo/a. Medita nas perguntas. As respostas verdadeiras podem libertar-te.
Eu compreendo, porque também sou humana e ainda me deparo com estas coisas de preenchimento interior. Fiz compras em lojas muito baratas e um dia, quando soube onde e como e quem produzia, fiquei chocada. A reflexão contribuíu para uma mudança de comportamento minha. Não mais voltei comprar produtos destes, sejam lá do que for.


Se não concordas, não participes!

Encontro uma exceção:
Se estás a passar por dificuldades financeiras, se perdeste o emprego, se não tens rendimentos e estás em modo sobrevivência temporariamente (sim, porque nada dura para sempre) e necessitado/a de roupa para vestir ou alimentos, então vejo como apropriado.
Estou a falar a partir de uma experiência difícil que vivi há 3 anos e que mudou a minha maneira de pensar, de ver e viver a vida, com o auxilio deste trabalho da sombra e educação emocional que facilito, onde ultrapassei a situação e a minha vida mudou graças a essa experiência. Mais uma vez, sinto-me abençoada. Sem fingir. Preparou-me para situações adversas. Fui registando tudo e conto vir a colocar aqui no blogue.
Um antídoto 
Poderá ser o questionar as tuas necessidades e talvez venhas a descobrir que não têm nada a ver com necessidades reais para viver bem o dia-a-dia nem tão pouco necessidades reais da tua Alma.
Quando questionamos os nossos conceitos, maneiras de ver, necessidades, descobrimos coisas que nos surpreendem.

Sem esta necessidade de comprar coisas muito baratas para ter uma variedade de coisas, quem serias tu? O que farias de diferente?

Só existem lojas destas porque há quem encha a loja e compra!

Para interromper, só mesmo descobrindo as verdadeiras razões por detrás de uma necessidade de ter, comprar que nos leva, uma a um, a perceber de que forma... afinal não precisa!

Questionar, leva a mudança de paradigmas. Mudança de consciência!

Se não concordas com o uso de plásticos nos supermercados, 
em vez de condenares ou esperares pela mudança. Vai á procura do que te interessa. Cria a tua própria mudança. Investiga e vê o que podes fazer.

Quando tomei consciência de que eu estava a participar sem saber, na quantidade de plásticos que usava para tudo, surgiu a ideia de fazer umas coisas diferentes. Deixo aqui algumas coisas que comecei a fazer - porque me sinto bem comigo.
Podes comprar sacos reutilizáveis ou caixas - quando vou ao talho levo caixas; em casa separo a carne em embalagens para congelação. De início alguns funcionários do talho acharam piada, outros acharam boa ideia e houve um que tentou convencer-me de que os governantes, as indústrias, etc etc nunca iam mudar e eu só respondi ''O que fazem não é comigo. Vivo com a minha consciência. Sinto-me bem assim''. Nem me dei ao trabalho de o convencer do contrário. Atualmente já não comentam nada. E eu também não. Debater opiniões para quê? Somos 6 ou 7 Biliões. Todos temos uma!

E não estaremos todos à espera que alguém mude primeiro para eu mudar também?
É humano! 

Não tens de mudar nada. Não tens de ser ecologista. Não ter de ser protetor disto ou daquilo. Não tens de salvar nada. Podes descobrir quem tu és a partir do que se passa.
Talvez o planeta, o mundo, tu e eu só necessitemos de ser nós mesmos! O mundo é um reflexo do quem tu és, daquilo em que acreditas, do modo como vives. Talvez só necessite que te tornes consciente de ti e vivas cada momento a seguir quem és, conforme o que vai sendo pedido. Não o 'certo e o errado''. Talvez o mundo nos sirva para descobrirmos o amor ali Presente, o Amor que há dentro de cada um se revele e começares a reconhecer e aproximar de quem És. Para o bem!

E estou em reflexão àcreca disto para ver o que surge mais...

Não te dediques à ecologia, à proteção disto e daquilo apenas para pareceres uma pessoa ‘’com sentimentos’’ e que faz as coisas certas. 

Faz por que sentes apelo e algo te move numa ação ou direção. Desta maneira, se outros te criticarem ou censurem ou tentarem convencer do contrario, estarás confiante em ti, na tua decisão, na tua ação. Em quem tu és.

O inverso também é verdadeiro.
Se te acreditas que a ecologia, proteção de espécies, agricultura biológica e outros afins são uma ''treta'', então não participes. Só tens de estar bem contigo. É contigo que vives. A vida existe em dualidade. Uns vivem de uma maneira e acreditam numas coisas e outros no polo oposto.

Se não concordas com o modo de produção e criação de animais de cativeiro, não participes. 

Nesse caso não compres produtos que vêm dessa criação ou empresa. Podes aprender a ler rótulos e a refletir na maneira como as coisas são feitas. Podes investigar para saberes mais. Escuta dentro de ti o que fazer.  O que decidires é OK.

Se participas em manifestações pela revisão das politicas sobre clima e boas práticas pelo planeta 

Por aquilo que observo, vejo utilidade em algumas manifestações coletivas. Algumas possuem o poder de nos levar a refletir e repensar a nossa vida. Nem todas são assim. Observei que várias provocaram mudanças positivas.

De nada te serve ficar pela manifestação exterior. Se não fizeres nada no teu interior.
As mudanças no exterior começam no interior, na nossa vida, a observar sem crítica ou condenação a nossa maneira de viver, os nossos hábitos, necessidades de que a mente nos convence. Como vivemos?

Tornar consciente do que se passa no nosso interior àcerca do que vemos no exterior, é uma participação ativa, onde a Luz interior se revela e permite ver as coisas com outros olhos - ‘’outras maneiras de ver as coisas’’ (fica atento ao lançamento gratuito que irei fazer em Outubro) . É o trabalho que facilito comigo e com quem me procura para fazer este trabalho em si.

Se não concordas, não participes. Descobre as maneiras em que participas, sem saber ou mesmo sem querer. Quando te tornas consciente, surgirá em simultâneo uma ideia nova do que fazer, o passo seguinte e que provavelmente te deixará a sentir bem. Se te sentes bem, está de acordo com quem tu és!

Poderás aplicar estas reflexões a variadas situações. Estes são só algunas exemplos. Há muitos. se quiseres ver as coisas que te incomodam de outra maneira, podes sempre falar comigo e marcar uma sessão!

Sê bem-vindo/a.

Um abraço amigo!

Ângela Antunes
Facilitadora do Trabalha d'A Sombra Humana
Educação Emocional assente em Espiritualidade
Lisboa * Odivelas * à Distãncia
Email: abracarasombra@gmail.com

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